O Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência – Esperança Garcia (CREG), comemorou sete anos com um café da manhã, nesta quinta feira (31).
O local atende mulheres em situação de violência doméstica, familiar e de gênero, residentes em Teresina, com idades entre 18 e 59 anos, oferecendo assistência jurídica, social e psicológica, além de práticas interativas e complementares em saúde e cursos de capacitação profissional.

“Queremos dar essa visibilidade enquanto política pública para mulher. Quando falamos em atender mulheres para empoderá-las, é buscar um atendimento transversal das políticas públicas, incluindo habitação, inclusão produtiva, inclusão no mercado de trabalho, preparando-as para a vida profissional.

A Secretária da Mulher comemorou o aniversário do CREG dando um destaque a política habitacional. O Creg conseguiu inserir àquelas que necessitavam de uma moradia. São mulheres que estão vinculadas aos serviços prestados pelo Centro de Referência, pois, tendo em vista a dificuldade de romper com o ciclo de violência pela falta de moradias. No total, foram 21 mulheres contempladas. “Contamos para isso, com uma parceria com a SEMDUH”, explica a Coordenadora do CREG, Roberta Mara.

“Temos feito um trabalho para retirar as mulheres em situação de violência. Temos o florescer, que acolhe mulheres vulneráveis, onde procuramos identificar aquelas que sofrem violência doméstica e assim fazemos essa articulação com o CREG.

A Secretaria da Mulher, trabalha em parceria para articular as demais secretarias. “Nosso papel é desburocratizar para que mulheres possam ser contempladas também com o programa de habitação, e para isso, a mulher precisa estar inserida junto ao CREG, explica a Secretaria Municipal da Mulher, Karla Berger.

Dentre as mulheres contempladas, Maria Julia*, que tem 31 anos e é mãe de uma menina. “ Essa é uma grande oportunidade que o CREG me proporcionou desde o primeiro momento que cheguei aqui. Sempre fui muito bem acolhida. Foi aqui que consegui melhorar da depressão que sofria. Pude contar com o apoio de todos que fazem esse centro de referência. Receber minha própria moradia, é um grande presente”, afirma.

Lúcia Santos* é mãe de duas filhas e foi contemplada com uma moradia através do projeto de habitação tendo o CREG como ponte para conseguir receber sua casa. “ Depois que conheci os serviços oferecidos pelo CREG, mudei a minha vida. Antes eu morava de aluguel, e hoje eu fico feliz em ter minha própria casa”, conclui.

Sobre a Lei:

A Lei Municipal dispõe que essas mulheres em situação de violência que estejam em situação de medida protetiva, bem como aquela que esteja em processo de acompanhamento em espaços especializados de atendimento à mulher, tenham prioridade nos programas habitacionais implementados ou desenvolvidos pelo poder público municipal.

Para o cumprimento do dispositivo legal fica instituído que deve ser reservado o percentual mínimo de 5% das unidades habitacionais dos programas implementados em Teresina.

*Nomes fictícios para preservar a identidade das personagens